sábado, 30 de agosto de 2008

Fragmento

"If we adopt a child..."

"Then, I could teach him germany!"

"You can teach him whatever you want to. But first, we will teach him to love people"

Eu não criei, nem disse... E eles não adotaram. Mas ouvindo a gente também aprende.

domingo, 17 de agosto de 2008

Inquieto

Desculpe a grande demora Ana, mas eu vim.

A princípio eu gostaria de falar, muito mesmo, para soltar um pouco dessa ''raiva'' dentro de mim, mas preciso admitir que nao estou com nem um pouco de inspiração, as idéias nao estão se juntando.Vou resumir então, um pouco do que estou sentindo, nesta poesia:

''METADES

Não me dôo só metade
Nem sou parte completada
Não posso ser meio amigo
Não se tem um quase amor.
Ou sou tudo ou não sou nada.

Não suporto meios termos
Sou bobo mas não sou burro,
Ingênuo, mas não sou santo,
Pessoa de choro fácil
E riso de canto a canto.

Sou de dentro para fora,
De belo, só minha essência,
De puro, só meu caráter,
Os sonhos que acredito
São reais, não fantasia,
Se não sonho, paciência.

Estou aqui pra viver,
Cair, erguer-me, aprender,
Procurando ser feliz.
Tenho a dádiva do amor
Como uma planta preciosa
Com a textura formosa
Da Rosa que não me quis.

(Do Cordel POEMAS DE UM HOMEM SÓ)

Zé Lacerda''

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sabe de uma coisa?

As cores das ruas têm pedaços de você. A cada dia da minha rotina, uma cena se faz de fotografia pra que eu possa imaginar a expressão de fascínio nos seus olhos. Às vezes eu acho que o sol se põe assim tão bonito só pra me trazer mais um fragmento da sua alma! E que a lua só me encara com essa petulência porque eu pedi a ela pra te levar uns sorrisos meus de vez em quando.
Às vezes fica muito difícil e as minhas dores emburram que só vão sarar quando eu me perder no seu abraço de segurança. Ou então as minhas alegrias resolvem que só tem graça comemorar com os seus brindes e a sua gargalhada de menino. Nesses dias eu enlouqueço. Mas passa. Passa porque eu acordo sentindo que está um dia mais de perto de te ver de novo; acordo sabendo que da próxima vez você vai estar ainda mais lindo do que no mês anterior. E durmo essa noite pensando em como um encontro sempre consegue ser melhor do que todos os outros.E pelos dias da rotina entre datas eu redescubro o quanto amo você.
Meu amigo e companheiro, que não conta os meses mas os instantes...
Meu brasileiro- japonês-italiano-cubano-equatoriano... cidadão do mundo!
Meu homem de verdade, sem "era uma vez" nem cavalo branco,
mas com banho de chuva e abraço de proteção.
Meu professor de Histórias e aluno de Literaturas;
... Meu Dom Quixote, transformador das causas perdidas...
...Revolucionário desse meu ano mais nosso do que meu
Meu...assim, só meu mesmo, por um ou dois instantes de saudade muita.
Depois ele volta a ser dos seus outros camaradas mas continua sendo uma parte de mim.
Nesses nossos caminhos de idéias e sonhos eu aprendi a seguir os seus passos, a caminho do meu coração. "Eu sigo seus passos, o caminho é seu coração"
Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você
(e naqueles momentos em que o ar me falta, teremos mais do que lembranças).
Com admiração e carinho
Com orgulho e com saudade
eu te dou essas palavras e o meu suspiro de agora.
Sabe de uma coisa?
Eu amo você!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Conto?

Com a metáfora atravessada na garganta... E inspirada em um contista de transpirações.

Ele tinha os olhos baixos, admirava a sombra dela ao chão. Era impressionante como até a sombra dela podia ser bonita, mesmo enquanto eles discutiam. Quer dizer, ela discutia... Ele não se arriscava a contestar: isso nunca dava certo mesmo! (ou ela se desmanchava em agonias ou se convertia em golpes de pedra. De qualquer um dos jeitos, ele saía cortado e o problema engordava). Ela desfiava sua lista de indignações, muitas infundadas e injustas. E algumas que o faziam tremer de vergonha e querer pedir desculpas, mas faltava coragem.
"Será que eu sou tão insignificante que você não vai nem olhar pra mim?". Aquilo era muito parecido com um soco, um tapa..algum golpe bem inesperado e dolorido. Insignificante? Mas ela era linda até na sombra que projetava no chão, até no desenho que sua voz fazia quando desferia golpes de vidro. A gente não baixa a cabeça pros insignificantes, só pros cheios de significado! Ia dizer isso? E dizer que ele a amava quase mais do que a si mesmo e que abriria mão da própria alma pra que ela não chorasse mais assim? Não, isso seria dramático demais.
Dizer que ela era linda pareceria lisonja... E as outras verdades? Que ele também tinha sentimentos, alma, dores, coração... Que ele também gostava de significar alguma coisa e levantar a cabeça de vez em quando. E que olhares através podiam ser muito cruéis da parte dela. Ele queria ser olhado por dentro e não através, queria ser amado e escutado como possibilidade e não como guerra. Ela era bonita demais pra se fantasiar de guerreira assim, a todo momento!
É...talvez dissesse isso... Será? Perdera-se nas possibilidades, e lá se ia embora a sombra. Só lhe restava um grito, e talvez isso salvasse ou desmoronasse o tudo:
"Ei, espera! Eu não quero brigar... Fica aqui comigo"

E como chovesse muito, segundo o pedido do menino aos céus, ela ficou lá. E escondeu suas tristezas na reclamação da água gelada. Mas se não conseguiu resistir à proteção do abraço, não foi de frio:
É que ele significava demais.

Ana L.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Time to Play


Welcome to the game!
A linha do meio foi traçada dentro do armário
Um limite tão bem definido que merece ruptura...

Sem número de jogadores....
Talvez não haja mínimo de idade. Mas, curiosamente, estamos entre 15 e 17 anos.
Estamos trocando de fases
trocando abraços, apertos de mãos e despedidas
Testando jogos e trocando palavras. Talvez eu tenha trocado a ordem
Depende da linha do meio!

Que saudade de quando decidiam por mim... Que orgulho disso ser passado!

Com amor, com nostalgia, com expectativa

Em homeganem a muitos alguéns
Com a Alma
Ana L.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Desobediência

Ops...
Depois da meia noite o vigia não controla muito os meus estudos. Mas não vim falar de vestibular hoje, nem de fantasmas.
Vim agradecer a vocês todos que sonham comigo...e aos que sonham sem mim também. Porque é de vocês que eu me lembro a cada vez que se fala na juventude alienada e fútil e no mundo que não tem mais jeito. Enquanto a gente souber acreditar,
ah...o mundo tem tantos jeitos ainda!
"You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one
I hope someday you join us"

Eu não sei grandes coisas sobre esse cara, mas nessa música ele realmente sabia do que estava falando. E eu aceitei o convite
Mais alguém aí quer salvar o mundo?
Let's think different!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Meia Noite de Saudade

So...That's it
Mas que eu saiba você nasceu às dez... Pra mim foi às dez e vinte e nem há dezessete anos. É como se houvesse.
Eu me traí...Você nem mesmo está na Suíça e nesse estado sem oceanos, são as estradas que nos separam. A minha saudade tomou uma forma tão definida que poderia facilmente confundir-se com um coração de verdade.
Mas ela não é saudável...Ela é uma indignação que me pergunta violenta por que não fui te ver, não surgi do chão. Por que é que eu não vou aparecer hoje e deixar as sandálias e os óculos pra fora, estragando a surpresa? Esse ano não tem surpresa... E eu queria tanto que fosse mentira!
A vocês que não estão entendendo nada, explico:
She's Florastrasse, the best genious ever.
E pra mim,ela nasceu naquela escada, naquele sorriso. Naquela indecisão entre matérias e professores e no xingamento polido que ninguém mais faria tão espontâneo. Pra mim, e talvez apenas pra mim, ela cresceu naqueles tapas insanos corredores afora, naquelas dores de Atena e de Ísis, na pressa dos escaninhos... Ela amadureceu nas esquinas das nossas saudades, na física dos aeroportos, nas pessoas dos nossos e-mails, nas mais de cem páginas de cartas, nas gargalhadas infantis, numa clara conversa de escuro.
Elle est une persone qui ne parle pas français, mais qui me comprend en tout les langues du monde!
E eu não me arriscaria a escrever em alemão, mas no fim das contas, são os olhares que contam, e não a cor dos olhos...
Ela masca os meus clichês...até que virem chiclés
Arromba armários e desesperos.
É a Flora
sabem?
Aquela que me rasga de saudades...
A geminiana mais incrível que eu já conheci.
Que o seu dia seja tão longo quanto o tempo que eu demorei pra achar as palavras de hoje;
Tão intenso quanto as emoções que você transborda;
Tão marcante quanto a saudade que eu sinto nesse momento
Tão invencível quanto o meu amor à alma mais atriz do mundo
Tão brega quanto esse fim de post
Pra que você possa rir bastante.

Você não tem idéia do quanto eu queria estar aí... Comprovando o que você disse sobre te mimar demais. Love me too? Come on, shut up,please!

domingo, 18 de maio de 2008

"Em poesia que não acaba

Acabo de pular da pedra"

E para a minha surpresa o abismo é lindo e o alívio, muito mais forte que a angústia.
Mais uma vez, respiro, penso, falo e grito pela caneta. Santa caneta!
Chega de cabeça baixa, de argumento travado, de enxaquecas insanas...Tô de mãos dadas com o bicho papão e combinamos que cada um tem direito a um espaço.Incrível como o respeito consegue resolver montes de problemas a um só tempo.
Meus fantasmas me ensinaram a voar...mas é de olhos levantados, é com o coração no céu, com os esforços mostrando que ninguém precisa ser olhado de baixo nem de cima. Os sonhos conversam distraídos, de frente uns para os outros. Todos na mesma altura, todos possíveis desde que a gente os queira de verdade e lute por eles, com eles.
Minha tagarelice está leve como essas palavras que salvam. Ainda há muito a resolver. Mas eu cultivei paciência suficiente pra dar um passo de cada vez.
Ou um pulo?
Frio na barriga...medo das reações...mas lá estão os travesseiros da poesia...montes deles só me aguardando.
Como é bom respirar!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Just breathing

É, eu não deveria
Porque hoje é segunda feira e eu completei todas as minhas obrigações mas não fiquei satisfeita com os estudos...eu nunca fico mesmo. Além disso, eu me proibi de usar o computador nos dias de semana. E costumo me fiscalizar a respeito. Hoje o vigia dormiu na porta.
Então gasto as horas em que devia dormir tentando respirar
Tentando não juntar os cacos do vidro, porque isso me cortaria as mãos
E eu preciso delas inteiras, mesmo que nunca façam o suficiente.

Never enough...and still more than I can take
I never do enough...always do too much

Onde a gente chega com comparações? Elas são um caminho muito curto, muito estreito, sem saída. A gente não chega. Mas teima em tentar. E na volta, a consciência resmunga o tempo perdido, os fantasmas revigorados, as dores apreendidas e não aprendidas. Os pontos fracos estouram e a gente eufemiza. E eu eufemizo tudo usando esse sujeito plural que na verdade é só um que não quer admitir o erro só.
O estudo devia ter rendido mais, os exercícios deviam ter sido feitos com mais atenção, as palavras deviam ter sido melhor calculadas, as dores deviam ter sido controladas... Os passos deviam ter sido mais rápidos, a frustração devia estar contida. O vigia deveria estar atento.
As reclamações resmungando delas mesmas...os silêncios brincando de epifitismo com a garganta. Feito o cipó chumbo que não é parasita mas estrangula sem querer
E alguém de ouvidos abertos se interessou pelo meu texto não escrito. Mas as minhas palavras estão angustiadas porque os olhos parecem lacrados
Neurônios insanos brigam com esse ócio improdutivo... Estudar, estudar, comparar e cobrar
Viver também de vez em quando

Respiração? Se der tempo...
Vai dar...afinal de contas, o que é que se faz de meia noite às seis?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Vida após o vestibular

Antes formavam-se padres nos seminários
E freiras nos conventos
Estudava-se algo de outras coisas, mas o fim era a religião.
Houve a filosofia, os pensadores e seus discípulos.
E enfim, as escolas.
Teóricamente, centros de informação e formação.
Mas quem se importa com as teorias? Do auge da minha felicidade saborosa, paira uma inquietação, umas comparações fantasma, uns conceitos imbecis. Uma saudade em sonhos voa por entre a indignação que me perturba.
Centros estudantis formam o quê mesmo? Bons memorizadores em lugar de consciência?
Que mundo avesso!
E eu achava, desde pequena, que a escola era uma formadora de caráter, de humanidade...

Formação de pessoas? Não por aqui...
Formar pessoas não tem estatística nenhuma, não tem nome, não tem tabela comparativa.
Na escola se formam seres humanos ou cidadãos? Que bela bobagem! Te conto um segredo:
os "bons colégios de Belo Horizonte" não precisam formar pessoas


A função da escola agora é formar vestibulandos...