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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Na estrada

O céu de um azul rasgado, bonito de doer os olhos. A única nuvem ao longe, longíssimo, é como miragem pros meus lábios rachados de deserto, imaginação da sede...

E bem ali, no entre tanto, entre a casa e os livros, há árvores que pingam. Sem pássaros nos galhos, sem orvalho da manhã, sem rasto de nuvem no céu...
E só naquele pedaço de caminho, bem ali no meio de onde o sol escorrega e nos derrete, uma sombra com pequenas poças que não param de aumentar marca a passagem.

São árvores com flores bonitas.
Mas em pleno dia de céu azul,
A despeito dos sonhos de frutos deliciosos,
escorrem-lhes lágrimas.

Adivinho que vieram de longe:
choram raízes.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

longe, perto, antes, depois

Era um outro tempo. E a gente media as distâncias de um jeito muito outro e muito cheio dos nossos pedaços e manias. Era assim:

A casa da vó ficava num lugar chamado interior que era a um sono pequeno de distância. Só o tempo de dormir com calor e acordar com frio, resmungando a coberta;

Mas na casa dos tios, eles falavam que a nossa casa é que era o interior. Eles moravam num lugar que era longe e grande. Longe significava muitos cds de distância que a gente ouvia no carro e grande era porque não dava pra ir pra lugar nenhum de bicicleta;

A piscina media n cambalhotas por x bananeiras. (Claro que quando era a amiga grande, parece que a piscina ficava muitas piruetas menore que depois de um tempo, quase não cabia pirueta nenhuma e não era a piscina que tinha encolhido);

A tia ficava num longe que até os adultos achavam muito: era vários cartões postais pra lá que ela enchia de saudade e mandava com fotos bonitas. Escrevia até que tinha neve, parecendo de filme!

Depois de um tempo, a escola ensinou as medidas "de verdade". E a mãe ensinou as histórias dos pássaros e deu um anel de presente: "Longe é um lugar que não existe", ela dizia quase em segredo pondo-me o anel no dedo.

Agora o pai pode falar em quilômetros quando formos viajar, até porque há mp3 e não dá mais pra contar quantos cds. Mas ainda é tão mais divertido medir os caminhos em árvores ou os parques em borboletas!
900 km depois, eu sou obrigada a acreditar nos pássaros e no meu antigo anel: longe não existe. E daqui dos 15 graus de gelo, me agarrando naquele seu abraço quente, eu finjo que conto semanas mas sei em segredo que o seu sorriso está só a uma noite de sono, um sonho de distância.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Que já vai fechar...

não adianta chorar.


Por um instante, eu achei que soubesse. Eu fiz as malas pra entrar no mundo real, e agora? Logo agora que eu tava aprendendo a lidar com a altura, com as bruxas e quedas... que eu ia poder brincar. Você desiste? Justo hoje que o vestido coube e eu comecei a esconder cicatrizes, você quer mudar de lado?

Eu aqui, revisando as regras e empurrando malas lotadas jogo adentro e você despindo a pele pra brincar de sentimento! Sério? Porque se for uma piada, é de péssimo gosto.

Só não vá se iludir com as pétalas do caminho, ok? Esse negócio de não ter espinhos tira um pouco a cor das rosas. Depois de um tempo no paraíso, perde a graça. E você se vê numa multidão de anjos pedindo por cinco minutos de inferno. Só pra poder pingar um pouco daquele difícil entre o olhar e o beijo. Depois de uns dias assistindo, você vai querer brincar de novo. E se aí já for tarde demais?

Espera... eu te conheço. Não é a primeira vez que a gente fica do mesmo lado da linha. Mas não atravessa ainda que é pra não machucar os pés. Depois de tanto tempo, pode doer um pouco ficar descalço. Calma! Não vem ainda pra cá que esse desencontro eu já não quero. Sei que você pulou de uma vez aí pra esse lado e nem deve mais lembrar de como é a travessia, mas eu tô passeando na fronteira há um tempo... e sabe de uma coisa? Não é tão divertido assim.

Dessa vez a restrição era menor. Podia querer bem se não fosse demais: podia até esbarrar se não durasse muito. Será que alguém mexeu nas normas? Porque eu tava pronta pra escolher a máscara quando me dei conta de que as unhas estão cortadas, quando percebi que se não fosse pra esbarrar, eu não ia nem querer tentar de novo.Eu quero a minha pele de volta, nem que seja por perto, à mão; mas eu não posso impedir essa pulsação das pontas dos dedos. Eu quero negociar e ok, nada de drama. Mas a alma não dá pra tirar do pacote.

Uma hora eu vou ter que aprender, eu vou ter que engolir essas regras e essas quebras. Mas e se a gente achasse uma ponte? Assim o conto não precisava ser tão cor-de-rosa e o real não precisava ser dessas cores opacas tão de mentira. Há de ter alguma coisa nesse meio de caminho! Não é possível que a gente tenha pra sempre que escolher entre botas e pés descalços. Ninguém aí tem um chinelo?


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Desembolou?


Quando vem o grito, não é como se você tivesse escolha: são os mais próximos que vão te segurar firme e talvez o seu braço direito esteja com quem menos esperava, com alguém que estava ali do lado e você não tinha nem visto. E aí as pessoas se entrelaçam pela sua vida afora entre "ais" e gargalhadas, muitas vezes sem pedir a mínima licença... No máximo, quando querem fazer uma estripolia e pôr um pedaço da roda de pernas pro ar elas avisam "dá um espaço aí".
Sempre vai ter um engraçadinho pra chutar as estruturas e um desesperado pra afogar no raso. E quem é que nunca precisou entrar na dança pra não engolir seu tanto d'água também? No meio da confusão de abraços, de quase-beijos ou rasteiras, aquele rosto sorrindo sumiu de perto e aaaai, olha ali um pedacinho seu indo junto com as maluquices de outro!
"Eeei, me espera! Isso me pertence!! Páaaara com isso senão vai quebrar, caramba!"
Uns vão tentar pular fora pra escapar à confusão mas alguém vai mergulhar no emaranhado de gotas e embolar tudo de novo, alguém vai preferir o aconchego de um abraço esbarrado a esperar de braços soltos na água fria. Às vezes dói de verdade e a gente diz "sérioo, pára com isso"... mas como de outras vezes não é sério e nunca dá pra todo mundo ouvir todos os gritos, a roda não pára de girar, nem quando é sério, nem quando tá doendo de verdade.
Mas no fim das contas, o que acontece é uma explosão de gargalhadas. Devagar, recuperam-se os pedaços que tinham ficado embolados e, se os sorrisos forem muito gostosos, a lembrança de dor vai ficando leve até sumir. Aí a gente se solta ou se abraça com mais calma, talvez com mudança de lugar e tudo... só que tem aquelas coisas que nunca mudam. Depois que você toma um ar, alguém resolve entrar na brincadeira outra vez: e quando vem o grito, você já não tem escolha...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vigília

E aí a gente estuda o trabalho de arte, lê os críticos, discute os valores e os cânones...
Aí ela resmunga o movimento estudantil e o outro, com menos eufemismo, a estaticidade.
O cara escreveu há não sei quantos muitos anos e a porrada dele tá doendo bem ali na beirada do estômago:
"Absolutamente não é com idéias, meu caro Degas, que se fazem os versos. É com palavras"
Pobre Degas.
Pobres de nós todos, achando nas nossas vontades que fosse tão simples enfiar a cabeça nesse tal universo que se chama poesia. Nós, os reles mortais, que precisamos de uma tese de mestrado pra ver como aquela aranha verde fluorescente poderia merecer um olhar no seu passeio, e como ela poderia se acanhar de ser vista.
E essa tal farsa que se chama poesia, ai, que eu também fiquei com vontade! É aquela máscara de Atenas que tampa o rosto pra mostrar o que tem de verdade no dentro da gente, é Dionísio que não se apossa mas fica ali, de canto, vendo quem se arrisca a bater o tirso no chão e gritá-lo de novo: "eei, volta aqui! Não deixa a Modernidade só com essa balinha, só com essa garrafa: ainda tem um feixe de humanidades querendo o êxtase real!"
Não contem pra ninguém, mas nesse fingimento todo, nessa miscelânea de lembranças de seis feiras passadas eu não desisti de buscar a poesia escondida no meio da rua. E talvez "eu" também seja um "você" bem garrado lá na última camada, com medo de despregar. Mas hoje, que interessa? Eu sou só mais uma das meninas-bolha perambulando zumbi pela universidade pública. E se qualquer coisa dessas simulações é verdade verdadeira, acredita quem quiser: eu só queria era matar o tempo com letras pra não ninar o meu vazio na próxima aula de poesia!
(Pronto, falei!)

sábado, 11 de julho de 2009

Café-com-leite

Queria repetir o tema agora e as unhas tinham caído. A pele restava rasgada e mãos bem-feitas de esmalte e hidratante acusavam-me os olhos de exagero e inconveniência. Como eu ousava não passar base, pó, rímel, sombra, delineador? Por que eu não tinha insistido na base fortalecedora? Todas elas escondendo suas rachaduras sob o creme, apagando as olheiras com corretivos, logo elas, tão sérias, tão sofridas, tão reais. E eu, brincando no conto de fadas, com os órgãos expostos.
"Recomponha-se!"
As mãos me gritavam na cara, irritadas, cansadas, desfazendo-se em todos aqueles pós que falseavam até as suas alegrias e saudades.
Um dia, sem querer, tiraram a bruxa e o lobo mau da história, caiu um antídoto que desenvenenou as maçãs e as bebidas. E até as princesas se enfureceram com os meus cabelos crescidos, as minhas unhas fortes, a minha total falta de cuidado em esconder as cicatrizes que talvez existissem aqui ou ali. O caçador perdeu a função. O dragão ficou manso e agora, como o príncipe mostrava que era herói?
Mas eu também queria brincar! As árvores a volta são altas o suficiente pra que a queda seja engraçada e não dolorida. E rir sozinha, lá tem graça? Elas gesticulavam sem perder a compostura, choravam a pirraça pra dentro e de cima do salto: e eu sentia o chão tranquila, com os pés nus no caminho de rosas, consultando as borboletas e a trilha sonora daquele show de Truman sem achar as câmeras, sem coragem de encostar no céu pra ver se achava o fim.
E ser café-com-leite já foi realmente divertido alguma vez? Eu também queria brincar! Mas pra brincar tem que saber as regras, tem que emagrecer pra entrar no vestido, tem que fazer as unhas, tem que alisar o cabelo enrolado pra poder enrolar de novo depois, do jeito certo que no fim das contas desmancha e fica igualzinho tava no início.
Pra brincar, tem que encostar só com as unhas sem manchar a francesinha.
Mas eu perdi o manual que tinha as regras. Na verdade, acho que eu nunca tive um: no caminho de rosas qualquer lado era bom, as bruxas não estavam e cair era engraçado. Eu devia ser café-com-leite ou assistir outro jogo. Só que eu resolvi tentar.
E esbarrei. Eu já não tinha mais quinze anos, mas os problemas tinham dez, sete. Os meus problemas, naquela brincadeira, eram cartinha branca. E talvez aquele fosse um dos poucos contos que realmente tem fadas. Não era o fim do mundo.
Mas as unhas caíram e voltaram pra rasgar a pele. Eu não tinha dragões, só mania de sentir.
As mãos vieram grandes e com cheiro de sabonete dizer que eu não tava ainda no tamanho certo pra entrar na roda. Que eu talvez nunca tivesse aquele tamanho. Lá na terra das maçãs inofensivas, andar sem pele por aí não dói tanto. Elas não entendem.
Mas eu também queria brincar!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Pele

Esbarrou.
E rezou pra que não fosse o fim do mundo.
Estava aprendendo a lidar com aquilo, repetindo incessantemente o pensamento quase independente do cérebro “Pode ser assim. Abdicar, tudo bem”. Queria se convencer de que era normal, que conseguiria se livrar dos pensamentos, dos suspiros, das dúvidas... A alma fica de fora do pacote. O coração disparado não vem ao caso. Nada de drama.
Concentrar em tocar só com as unhas, com vontade e sem carinho. Sem paixão, afeto, bem-querer. Com o querer só, purinho de tudo, o desejo lá do jeito que se pudesse concebê-lo e pronto. Com os hormônios e as unhas, só. No máximo, permitia-se que os cabelos voassem pra um lado ou outro.
As regras não estavam escritas em estatuto ou assinadas em ata, não estavam em lugar nenhum: elas eram simplesmente.
Tinha parado até o pensamento e ignorado o coração ao máximo, pra poder se concentrar no toque. Unhas apenas. Mas aí errou na mão... A medida falhou, um hormônio apareceu no lugar errado, uma célula viva demais quis agir, quis fazer parte do que não podia. Encostava quase calculando os espaços, muito metodicamente.
Acontece que quando se trata da essência, não há método que resolva.

E a essência estava emburrada, nem um pouco convencida pela frase repetida, pelas regras, pela rigidez das unhas. Aí esbarrou.
Sentiu com a pele. Um milionésimo de segundo. Não podia se envolver.
Esbarrou.
E rezou para que não fosse o fim do mundo. Não era. Mas ficou sem.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ela estava de mudança...

Eu estava ali por outra coisa, porque tinha que estar. E de repente, parei, curiosa.
Os olhos vigiavam um alguém muito distante, irreconhecível daquele ponto. A expressão era dura em contraste com a pele macia, clara demais. Será que ela insistia em procurar o que já estava perdido ou era interpretação errada? E todo aquele mistério, pra quê?
Pensamentos novos passeavam-lhe pela testa em cores variadas e com letras diversas. Alguns eram lembranças, outros, idéias. Havia pares contraditórios mas o conjunto era mais confuso do que divertido. Pelo menos de olhar.
Intrigava.
Ela tinha trocado qualquer coisa no fundo dos traços que me incomodava não identificar. Eu supunha que uma alma inquieta ria-se de mim por detrás dos olhos sérios, escondida. Talvez. Mas, alguma coisa estava diferente. Aqueles cabelos também eram outros? Acho que eram as idéias coloridas, pretas ou brancas que me gritavam com mais insistência: ela está de mudança.
Bastava.

Eu teria jogado uma pedra pra atrapalhar o transe,
em lugar de ir embora emburrada sem reconhecê-la...
Mas quebrar espelhos dá sete anos de azar!

terça-feira, 3 de março de 2009

"O coração oscilando...

...entre parar de vez...









...e sair correndo pela boca afora"





Uma semana vira um mês. E haja disritmia!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Conto?

Com a metáfora atravessada na garganta... E inspirada em um contista de transpirações.

Ele tinha os olhos baixos, admirava a sombra dela ao chão. Era impressionante como até a sombra dela podia ser bonita, mesmo enquanto eles discutiam. Quer dizer, ela discutia... Ele não se arriscava a contestar: isso nunca dava certo mesmo! (ou ela se desmanchava em agonias ou se convertia em golpes de pedra. De qualquer um dos jeitos, ele saía cortado e o problema engordava). Ela desfiava sua lista de indignações, muitas infundadas e injustas. E algumas que o faziam tremer de vergonha e querer pedir desculpas, mas faltava coragem.
"Será que eu sou tão insignificante que você não vai nem olhar pra mim?". Aquilo era muito parecido com um soco, um tapa..algum golpe bem inesperado e dolorido. Insignificante? Mas ela era linda até na sombra que projetava no chão, até no desenho que sua voz fazia quando desferia golpes de vidro. A gente não baixa a cabeça pros insignificantes, só pros cheios de significado! Ia dizer isso? E dizer que ele a amava quase mais do que a si mesmo e que abriria mão da própria alma pra que ela não chorasse mais assim? Não, isso seria dramático demais.
Dizer que ela era linda pareceria lisonja... E as outras verdades? Que ele também tinha sentimentos, alma, dores, coração... Que ele também gostava de significar alguma coisa e levantar a cabeça de vez em quando. E que olhares através podiam ser muito cruéis da parte dela. Ele queria ser olhado por dentro e não através, queria ser amado e escutado como possibilidade e não como guerra. Ela era bonita demais pra se fantasiar de guerreira assim, a todo momento!
É...talvez dissesse isso... Será? Perdera-se nas possibilidades, e lá se ia embora a sombra. Só lhe restava um grito, e talvez isso salvasse ou desmoronasse o tudo:
"Ei, espera! Eu não quero brigar... Fica aqui comigo"

E como chovesse muito, segundo o pedido do menino aos céus, ela ficou lá. E escondeu suas tristezas na reclamação da água gelada. Mas se não conseguiu resistir à proteção do abraço, não foi de frio:
É que ele significava demais.

Ana L.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Time to Play


Welcome to the game!
A linha do meio foi traçada dentro do armário
Um limite tão bem definido que merece ruptura...

Sem número de jogadores....
Talvez não haja mínimo de idade. Mas, curiosamente, estamos entre 15 e 17 anos.
Estamos trocando de fases
trocando abraços, apertos de mãos e despedidas
Testando jogos e trocando palavras. Talvez eu tenha trocado a ordem
Depende da linha do meio!

Que saudade de quando decidiam por mim... Que orgulho disso ser passado!

Com amor, com nostalgia, com expectativa

Em homeganem a muitos alguéns
Com a Alma
Ana L.

domingo, 18 de maio de 2008

"Em poesia que não acaba

Acabo de pular da pedra"

E para a minha surpresa o abismo é lindo e o alívio, muito mais forte que a angústia.
Mais uma vez, respiro, penso, falo e grito pela caneta. Santa caneta!
Chega de cabeça baixa, de argumento travado, de enxaquecas insanas...Tô de mãos dadas com o bicho papão e combinamos que cada um tem direito a um espaço.Incrível como o respeito consegue resolver montes de problemas a um só tempo.
Meus fantasmas me ensinaram a voar...mas é de olhos levantados, é com o coração no céu, com os esforços mostrando que ninguém precisa ser olhado de baixo nem de cima. Os sonhos conversam distraídos, de frente uns para os outros. Todos na mesma altura, todos possíveis desde que a gente os queira de verdade e lute por eles, com eles.
Minha tagarelice está leve como essas palavras que salvam. Ainda há muito a resolver. Mas eu cultivei paciência suficiente pra dar um passo de cada vez.
Ou um pulo?
Frio na barriga...medo das reações...mas lá estão os travesseiros da poesia...montes deles só me aguardando.
Como é bom respirar!