Queria repetir o tema agora e as unhas tinham caído. A pele restava rasgada e mãos bem-feitas de esmalte e hidratante acusavam-me os olhos de exagero e inconveniência. Como eu ousava não passar base, pó, rímel, sombra, delineador? Por que eu não tinha insistido na base fortalecedora? Todas elas escondendo suas rachaduras sob o creme, apagando as olheiras com corretivos, logo elas, tão sérias, tão sofridas, tão reais. E eu, brincando no conto de fadas, com os órgãos expostos.
"Recomponha-se!"
As mãos me gritavam na cara, irritadas, cansadas, desfazendo-se em todos aqueles pós que falseavam até as suas alegrias e saudades.
Um dia, sem querer, tiraram a bruxa e o lobo mau da história, caiu um antídoto que desenvenenou as maçãs e as bebidas. E até as princesas se enfureceram com os meus cabelos crescidos, as minhas unhas fortes, a minha total falta de cuidado em esconder as cicatrizes que talvez existissem aqui ou ali. O caçador perdeu a função. O dragão ficou manso e agora, como o príncipe mostrava que era herói?
Mas eu também queria brincar! As árvores a volta são altas o suficiente pra que a queda seja engraçada e não dolorida. E rir sozinha, lá tem graça? Elas gesticulavam sem perder a compostura, choravam a pirraça pra dentro e de cima do salto: e eu sentia o chão tranquila, com os pés nus no caminho de rosas, consultando as borboletas e a trilha sonora daquele show de Truman sem achar as câmeras, sem coragem de encostar no céu pra ver se achava o fim.
E ser café-com-leite já foi realmente divertido alguma vez? Eu também queria brincar! Mas pra brincar tem que saber as regras, tem que emagrecer pra entrar no vestido, tem que fazer as unhas, tem que alisar o cabelo enrolado pra poder enrolar de novo depois, do jeito certo que no fim das contas desmancha e fica igualzinho tava no início.
Pra brincar, tem que encostar só com as unhas sem manchar a francesinha.
Mas eu perdi o manual que tinha as regras. Na verdade, acho que eu nunca tive um: no caminho de rosas qualquer lado era bom, as bruxas não estavam e cair era engraçado. Eu devia ser café-com-leite ou assistir outro jogo. Só que eu resolvi tentar.
E esbarrei. Eu já não tinha mais quinze anos, mas os problemas tinham dez, sete. Os meus problemas, naquela brincadeira, eram cartinha branca. E talvez aquele fosse um dos poucos contos que realmente tem fadas. Não era o fim do mundo.
Mas as unhas caíram e voltaram pra rasgar a pele. Eu não tinha dragões, só mania de sentir.
As mãos vieram grandes e com cheiro de sabonete dizer que eu não tava ainda no tamanho certo pra entrar na roda. Que eu talvez nunca tivesse aquele tamanho. Lá na terra das maçãs inofensivas, andar sem pele por aí não dói tanto. Elas não entendem.
Mas eu também queria brincar!
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Pele
Esbarrou.
E rezou pra que não fosse o fim do mundo.
Estava aprendendo a lidar com aquilo, repetindo incessantemente o pensamento quase independente do cérebro “Pode ser assim. Abdicar, tudo bem”. Queria se convencer de que era normal, que conseguiria se livrar dos pensamentos, dos suspiros, das dúvidas... A alma fica de fora do pacote. O coração disparado não vem ao caso. Nada de drama.
Concentrar em tocar só com as unhas, com vontade e sem carinho. Sem paixão, afeto, bem-querer. Com o querer só, purinho de tudo, o desejo lá do jeito que se pudesse concebê-lo e pronto. Com os hormônios e as unhas, só. No máximo, permitia-se que os cabelos voassem pra um lado ou outro.
As regras não estavam escritas em estatuto ou assinadas em ata, não estavam em lugar nenhum: elas eram simplesmente.
Tinha parado até o pensamento e ignorado o coração ao máximo, pra poder se concentrar no toque. Unhas apenas. Mas aí errou na mão... A medida falhou, um hormônio apareceu no lugar errado, uma célula viva demais quis agir, quis fazer parte do que não podia. Encostava quase calculando os espaços, muito metodicamente.
Acontece que quando se trata da essência, não há método que resolva.
E a essência estava emburrada, nem um pouco convencida pela frase repetida, pelas regras, pela rigidez das unhas. Aí esbarrou.
Sentiu com a pele. Um milionésimo de segundo. Não podia se envolver.
Esbarrou.
E rezou para que não fosse o fim do mundo. Não era. Mas ficou sem.
E rezou pra que não fosse o fim do mundo.
Estava aprendendo a lidar com aquilo, repetindo incessantemente o pensamento quase independente do cérebro “Pode ser assim. Abdicar, tudo bem”. Queria se convencer de que era normal, que conseguiria se livrar dos pensamentos, dos suspiros, das dúvidas... A alma fica de fora do pacote. O coração disparado não vem ao caso. Nada de drama.
Concentrar em tocar só com as unhas, com vontade e sem carinho. Sem paixão, afeto, bem-querer. Com o querer só, purinho de tudo, o desejo lá do jeito que se pudesse concebê-lo e pronto. Com os hormônios e as unhas, só. No máximo, permitia-se que os cabelos voassem pra um lado ou outro.
As regras não estavam escritas em estatuto ou assinadas em ata, não estavam em lugar nenhum: elas eram simplesmente.
Tinha parado até o pensamento e ignorado o coração ao máximo, pra poder se concentrar no toque. Unhas apenas. Mas aí errou na mão... A medida falhou, um hormônio apareceu no lugar errado, uma célula viva demais quis agir, quis fazer parte do que não podia. Encostava quase calculando os espaços, muito metodicamente.
Acontece que quando se trata da essência, não há método que resolva.
E a essência estava emburrada, nem um pouco convencida pela frase repetida, pelas regras, pela rigidez das unhas. Aí esbarrou.
Sentiu com a pele. Um milionésimo de segundo. Não podia se envolver.
Esbarrou.
E rezou para que não fosse o fim do mundo. Não era. Mas ficou sem.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Ela estava de mudança...
Eu estava ali por outra coisa, porque tinha que estar. E de repente, parei, curiosa.
Os olhos vigiavam um alguém muito distante, irreconhecível daquele ponto. A expressão era dura em contraste com a pele macia, clara demais. Será que ela insistia em procurar o que já estava perdido ou era interpretação errada? E todo aquele mistério, pra quê?
Pensamentos novos passeavam-lhe pela testa em cores variadas e com letras diversas. Alguns eram lembranças, outros, idéias. Havia pares contraditórios mas o conjunto era mais confuso do que divertido. Pelo menos de olhar.
Intrigava.
Ela tinha trocado qualquer coisa no fundo dos traços que me incomodava não identificar. Eu supunha que uma alma inquieta ria-se de mim por detrás dos olhos sérios, escondida. Talvez. Mas, alguma coisa estava diferente. Aqueles cabelos também eram outros? Acho que eram as idéias coloridas, pretas ou brancas que me gritavam com mais insistência: ela está de mudança.
Bastava.
Eu teria jogado uma pedra pra atrapalhar o transe,
em lugar de ir embora emburrada sem reconhecê-la...
Mas quebrar espelhos dá sete anos de azar!
Os olhos vigiavam um alguém muito distante, irreconhecível daquele ponto. A expressão era dura em contraste com a pele macia, clara demais. Será que ela insistia em procurar o que já estava perdido ou era interpretação errada? E todo aquele mistério, pra quê?
Pensamentos novos passeavam-lhe pela testa em cores variadas e com letras diversas. Alguns eram lembranças, outros, idéias. Havia pares contraditórios mas o conjunto era mais confuso do que divertido. Pelo menos de olhar.
Intrigava.
Ela tinha trocado qualquer coisa no fundo dos traços que me incomodava não identificar. Eu supunha que uma alma inquieta ria-se de mim por detrás dos olhos sérios, escondida. Talvez. Mas, alguma coisa estava diferente. Aqueles cabelos também eram outros? Acho que eram as idéias coloridas, pretas ou brancas que me gritavam com mais insistência: ela está de mudança.
Bastava.
Eu teria jogado uma pedra pra atrapalhar o transe,
em lugar de ir embora emburrada sem reconhecê-la...
Mas quebrar espelhos dá sete anos de azar!
terça-feira, 3 de março de 2009
"O coração oscilando...
...entre parar de vez...
...e sair correndo pela boca afora"
Uma semana vira um mês. E haja disritmia!
...e sair correndo pela boca afora"
Uma semana vira um mês. E haja disritmia!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Amor = Dor
Quem disse ? Ah, vamos lá !!! Chega desse rótulo! Tudo bem, convenhamos q sim, há uma certa ''dor''. Mas só isso ?
Amor é felicidade, ansiosidade, carinho, amizade, romantismo, saudade...
E lá me vem um: ''Amar? Pra quê? Só pra sofrer? Mais nem pensar!!! '' oO E viva a ignorancia!!!
------------------------------------
''Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.''
Mau
Amor é felicidade, ansiosidade, carinho, amizade, romantismo, saudade...
E lá me vem um: ''Amar? Pra quê? Só pra sofrer? Mais nem pensar!!! '' oO E viva a ignorancia!!!
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''Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.''
Mau
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Já?
E lá se quase vai 2008... Boas lembraças, más também. Mas boas principalemte.
2008 foi um ano intenso, vamos dizer assim. Festas, amizades novas ( e acredito que verdadeiras), lugares e pessoas novas, enfim, um ano bem ''diferente''
hahaha...engraçado porque realmente rolou de tudo. Desde notas ruins (o q de fato nao nem é um pouco bom) até amizade com pessoas que nao gostava. Houve, também, discussões, tristeza, nao-amizade e mais um monte de coisa xD.
Mas o propósito do post é dizer que a proposta de que 2008 fosse um bom ano foi realizada com sucesso!
Então, um otimo ano novo p vcs e espero ''reve-los'' em 2009.
E QUE ESSE E OS ANOS PASSADOS SEJAM OS PIORES VIVIDOS !
Mau
Então...como o propósito era a gente escrever junto, eu vim aqui e mexi de novo...
E preciso dizer que o Mau achou a melhor característica desse ano tão esperado: intenso.
Entre decepções e conquistas, as descobertas é que prevaleceram. Boas e ruins, mas sempre novas, loucas, cheias de emoções misturadas... E depois de tanta experiência diferente, a pergunta... Já? Nossa, 2008 voou. Mas foi um vôo espetacularmente bem aproveitado.
E que 2009 seja mais um salto de bungee jump, mais uma revirada nas nossas vidas...que seja tão fantástico quanto esse 2008 que a gente não esquece mais.
E que o Mau apareça mais por aqui, pra eu dizer que o amo, só de vez em quando. Porque isso também faz parte da proposta
A nossa velha proposta de ano novo continua, testando palavras vida afora
Quem vem comigo?
Feliz 2009!
Ana
Eu vou!
Mau
2008 foi um ano intenso, vamos dizer assim. Festas, amizades novas ( e acredito que verdadeiras), lugares e pessoas novas, enfim, um ano bem ''diferente''
hahaha...engraçado porque realmente rolou de tudo. Desde notas ruins (o q de fato nao nem é um pouco bom) até amizade com pessoas que nao gostava. Houve, também, discussões, tristeza, nao-amizade e mais um monte de coisa xD.
Mas o propósito do post é dizer que a proposta de que 2008 fosse um bom ano foi realizada com sucesso!
Então, um otimo ano novo p vcs e espero ''reve-los'' em 2009.
E QUE ESSE E OS ANOS PASSADOS SEJAM OS PIORES VIVIDOS !
Mau
Então...como o propósito era a gente escrever junto, eu vim aqui e mexi de novo...
E preciso dizer que o Mau achou a melhor característica desse ano tão esperado: intenso.
Entre decepções e conquistas, as descobertas é que prevaleceram. Boas e ruins, mas sempre novas, loucas, cheias de emoções misturadas... E depois de tanta experiência diferente, a pergunta... Já? Nossa, 2008 voou. Mas foi um vôo espetacularmente bem aproveitado.
E que 2009 seja mais um salto de bungee jump, mais uma revirada nas nossas vidas...que seja tão fantástico quanto esse 2008 que a gente não esquece mais.
E que o Mau apareça mais por aqui, pra eu dizer que o amo, só de vez em quando. Porque isso também faz parte da proposta
A nossa velha proposta de ano novo continua, testando palavras vida afora
Quem vem comigo?
Feliz 2009!
Ana
Eu vou!
Mau
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Amizade pré-vestibular
Entreolharam-se, ainda um pouco tímidos, até que alguém tomou coragem
_ Oi
_Ei... novo por aqui?
_ Isso... cheguei agora. Dúvida sobre a nota de corte, sabe como é né?
_Sei sim...
_ Ahn...Muito prazer então, Engenharia Química. E você?
_ Arquitetura. Fez quanto?
_ 57... Você?
_ Nossa!... eu... fiz...43-Disse, sem graça. E apressou-se em emendar - não organizei bem o tempo...É...só Federal mesmo?
_ Ah, sim... E você?
_Tentando no Rio, lá a nota foi melhor, prefiro lá.
_ hum...Veio de onde?
_ Colégio tradicional lá na minha cidade.
_ Ah...o interior! Vai começar a aula.
---------------------------------------------/--------------------------
Em casa, o irmão pequeno quer saber se ele fez amigos na escola nova.
_Não é escola, é cursinho! Eu já acabei a escola. E fiz sim, um amigo muito bacana. 57 na federal!
_hum... qual o nome dele?
_Que nome, menino! Quem precisa de nome? Só tem que assinar na folhinha de respostas, mas, mesmo assim vem digitado no cabeçalho, com inscrição e tudo. Decorar nome! Criança tem cada idéia...
_ Oi
_Ei... novo por aqui?
_ Isso... cheguei agora. Dúvida sobre a nota de corte, sabe como é né?
_Sei sim...
_ Ahn...Muito prazer então, Engenharia Química. E você?
_ Arquitetura. Fez quanto?
_ 57... Você?
_ Nossa!... eu... fiz...43-Disse, sem graça. E apressou-se em emendar - não organizei bem o tempo...É...só Federal mesmo?
_ Ah, sim... E você?
_Tentando no Rio, lá a nota foi melhor, prefiro lá.
_ hum...Veio de onde?
_ Colégio tradicional lá na minha cidade.
_ Ah...o interior! Vai começar a aula.
---------------------------------------------/--------------------------
Em casa, o irmão pequeno quer saber se ele fez amigos na escola nova.
_Não é escola, é cursinho! Eu já acabei a escola. E fiz sim, um amigo muito bacana. 57 na federal!
_hum... qual o nome dele?
_Que nome, menino! Quem precisa de nome? Só tem que assinar na folhinha de respostas, mas, mesmo assim vem digitado no cabeçalho, com inscrição e tudo. Decorar nome! Criança tem cada idéia...
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Universo Paralelo

Ana por aqui, tirando as teias de aranha...
Sobre alguns fragmentos de um domingo... vividos, sonhados ou só imaginados mesmo. E sobre as pessoas que me contagiam na cidade que se esconde atrás dos morros.
Seis horas da manhã... uma manhã um pouco feia mas com algum sol fingindo planos de aparecer em breve. Seis e cinco, mais exatamente. O ônibus sai da rodoviária, passa por lugares velhos conhecidos... entra na selva de pedra, na concentração de prédios enormes e chiques...passa.
Pega a estrada verde, bonita, e os condomínios, fantasiados de natureza, ficam pra trás. Já existe algum sol e talvez até alguma sonolência, advinda do despertador que tocou às cinco.Durmo.
A eterna parada de Itabirito me acorda, como sempre... O ônibus sai de mais uma rodoviária e volta à estrada verde... Há uma neblina espessa, uma névoa que talvez possa mesmo ser chamada de bruma.Ao meu lado viaja um senhor de boina e casaco que eu poderia dizer saído de uma novela de época, eu poderia dizer que ele é um retrato de Ouro Preto.
Depois da névoa... a cidade. Protegida por essa camada que barra o calor e a luz do sol, por esses morros que brincam de esconder o horizonte das nossas vistas. E uma chuva leve, uma piada irônica... As horas passam, o tempo continua feio para alguns
Mas em Ouro Preto é sempre tudo tão lindo!Acho que esse domingo eu descobri o segredo da cidade sagrada:
A névoa não deixa a luz entrar, cria o clima de escuro, de frio... Então algumas pessoas, num tempo distante foram escolhidas para carregar dentro de si o calor que me aquece e aconchega nesse lugar de paz. Algumas pessoas que nem mesmo nasceram ali, carregam na alma uma luz, uma fonte de calor constante e intensa.Elas aquecem Ouro Preto de uma forma muito mais delicada e muito mais amorosa que o sol: não queimam.
O calor que me recebe em Ouro Preto não causa câncer de pele, insolação, queimadura...A luz não me cega, não incita a minha fotofobia latente, só acalma. E mesmo que o corpo negue tudo isso e trema de frio, a alma volta quente pra casa, volta envolta em paz.
Quisera um eu um mês com essas pessoas... um mês nesse lugar que me acalenta
Um dia em Ouro Preto não é nada
Mas um dia em Ouro Preto, é tudo.
Sobre alguns fragmentos de um domingo... vividos, sonhados ou só imaginados mesmo. E sobre as pessoas que me contagiam na cidade que se esconde atrás dos morros.
Seis horas da manhã... uma manhã um pouco feia mas com algum sol fingindo planos de aparecer em breve. Seis e cinco, mais exatamente. O ônibus sai da rodoviária, passa por lugares velhos conhecidos... entra na selva de pedra, na concentração de prédios enormes e chiques...passa.
Pega a estrada verde, bonita, e os condomínios, fantasiados de natureza, ficam pra trás. Já existe algum sol e talvez até alguma sonolência, advinda do despertador que tocou às cinco.Durmo.
A eterna parada de Itabirito me acorda, como sempre... O ônibus sai de mais uma rodoviária e volta à estrada verde... Há uma neblina espessa, uma névoa que talvez possa mesmo ser chamada de bruma.Ao meu lado viaja um senhor de boina e casaco que eu poderia dizer saído de uma novela de época, eu poderia dizer que ele é um retrato de Ouro Preto.
Depois da névoa... a cidade. Protegida por essa camada que barra o calor e a luz do sol, por esses morros que brincam de esconder o horizonte das nossas vistas. E uma chuva leve, uma piada irônica... As horas passam, o tempo continua feio para alguns
Mas em Ouro Preto é sempre tudo tão lindo!Acho que esse domingo eu descobri o segredo da cidade sagrada:
A névoa não deixa a luz entrar, cria o clima de escuro, de frio... Então algumas pessoas, num tempo distante foram escolhidas para carregar dentro de si o calor que me aquece e aconchega nesse lugar de paz. Algumas pessoas que nem mesmo nasceram ali, carregam na alma uma luz, uma fonte de calor constante e intensa.Elas aquecem Ouro Preto de uma forma muito mais delicada e muito mais amorosa que o sol: não queimam.
O calor que me recebe em Ouro Preto não causa câncer de pele, insolação, queimadura...A luz não me cega, não incita a minha fotofobia latente, só acalma. E mesmo que o corpo negue tudo isso e trema de frio, a alma volta quente pra casa, volta envolta em paz.
Quisera um eu um mês com essas pessoas... um mês nesse lugar que me acalenta
Um dia em Ouro Preto não é nada
Mas um dia em Ouro Preto, é tudo.
domingo, 28 de setembro de 2008
À Marília Syrbal
''...e que eu já disse que amei quando nao amava...''
Quem sabe o meu caso seja este? Siceramente eu nao sei.
Hoje é domingo e estou livre pra pensar.
E a propósito, toda crítica ajuda em algo. Obrigado pela sua.
Mau
Quem sabe o meu caso seja este? Siceramente eu nao sei.
Hoje é domingo e estou livre pra pensar.
E a propósito, toda crítica ajuda em algo. Obrigado pela sua.
Mau
sábado, 27 de setembro de 2008
Esse negocio de amor é tão estranho. Porque amar quem nao te ama? Tudo bem, é só nao gostar mais, oras! Mas ai está o grande problema. Como faze-lo?
Realmente não é nem um pouco fácil, até porque se fosse, nao estaria com este amor na cabeça, vocês nao concordam?
Bem, se pararmos pra analisar...Amamos quem ''nao nos ama'' para que poçamos conquistar esse amor. Mais e se você tiver certeza que nunca vai conquista-lo? Como fica? Devemos continuar tentando e tentando até que paremos de amar?
Siceramente eu não gosto muito dessa ideia!
Minha perguntas ficam por aqui...se alguem puder me ajudar a respondê-las, agradeço ; )
O blog noa é um lugar para discussões?
Mau
Realmente não é nem um pouco fácil, até porque se fosse, nao estaria com este amor na cabeça, vocês nao concordam?
Bem, se pararmos pra analisar...Amamos quem ''nao nos ama'' para que poçamos conquistar esse amor. Mais e se você tiver certeza que nunca vai conquista-lo? Como fica? Devemos continuar tentando e tentando até que paremos de amar?
Siceramente eu não gosto muito dessa ideia!
Minha perguntas ficam por aqui...se alguem puder me ajudar a respondê-las, agradeço ; )
O blog noa é um lugar para discussões?
Mau
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