terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Universo Paralelo


Ana por aqui, tirando as teias de aranha...
Sobre alguns fragmentos de um domingo... vividos, sonhados ou só imaginados mesmo. E sobre as pessoas que me contagiam na cidade que se esconde atrás dos morros.
Seis horas da manhã... uma manhã um pouco feia mas com algum sol fingindo planos de aparecer em breve. Seis e cinco, mais exatamente. O ônibus sai da rodoviária, passa por lugares velhos conhecidos... entra na selva de pedra, na concentração de prédios enormes e chiques...passa.
Pega a estrada verde, bonita, e os condomínios, fantasiados de natureza, ficam pra trás. Já existe algum sol e talvez até alguma sonolência, advinda do despertador que tocou às cinco.Durmo.
A eterna parada de Itabirito me acorda, como sempre... O ônibus sai de mais uma rodoviária e volta à estrada verde... Há uma neblina espessa, uma névoa que talvez possa mesmo ser chamada de bruma.Ao meu lado viaja um senhor de boina e casaco que eu poderia dizer saído de uma novela de época, eu poderia dizer que ele é um retrato de Ouro Preto.
Depois da névoa... a cidade. Protegida por essa camada que barra o calor e a luz do sol, por esses morros que brincam de esconder o horizonte das nossas vistas. E uma chuva leve, uma piada irônica... As horas passam, o tempo continua feio para alguns
Mas em Ouro Preto é sempre tudo tão lindo!Acho que esse domingo eu descobri o segredo da cidade sagrada:
A névoa não deixa a luz entrar, cria o clima de escuro, de frio... Então algumas pessoas, num tempo distante foram escolhidas para carregar dentro de si o calor que me aquece e aconchega nesse lugar de paz. Algumas pessoas que nem mesmo nasceram ali, carregam na alma uma luz, uma fonte de calor constante e intensa.Elas aquecem Ouro Preto de uma forma muito mais delicada e muito mais amorosa que o sol: não queimam.
O calor que me recebe em Ouro Preto não causa câncer de pele, insolação, queimadura...A luz não me cega, não incita a minha fotofobia latente, só acalma. E mesmo que o corpo negue tudo isso e trema de frio, a alma volta quente pra casa, volta envolta em paz.
Quisera um eu um mês com essas pessoas... um mês nesse lugar que me acalenta
Um dia em Ouro Preto não é nada
Mas um dia em Ouro Preto, é tudo.

domingo, 28 de setembro de 2008

À Marília Syrbal

''...e que eu já disse que amei quando nao amava...''
Quem sabe o meu caso seja este? Siceramente eu nao sei.

Hoje é domingo e estou livre pra pensar.

E a propósito, toda crítica ajuda em algo. Obrigado pela sua.

Mau

sábado, 27 de setembro de 2008

Esse negocio de amor é tão estranho. Porque amar quem nao te ama? Tudo bem, é só nao gostar mais, oras! Mas ai está o grande problema. Como faze-lo?
Realmente não é nem um pouco fácil, até porque se fosse, nao estaria com este amor na cabeça, vocês nao concordam?
Bem, se pararmos pra analisar...Amamos quem ''nao nos ama'' para que poçamos conquistar esse amor. Mais e se você tiver certeza que nunca vai conquista-lo? Como fica? Devemos continuar tentando e tentando até que paremos de amar?
Siceramente eu não gosto muito dessa ideia!

Minha perguntas ficam por aqui...se alguem puder me ajudar a respondê-las, agradeço ; )

O blog noa é um lugar para discussões?

Mau

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Eu quero um amigo!

Está aqui o meu protesto.

sábado, 30 de agosto de 2008

Fragmento

"If we adopt a child..."

"Then, I could teach him germany!"

"You can teach him whatever you want to. But first, we will teach him to love people"

Eu não criei, nem disse... E eles não adotaram. Mas ouvindo a gente também aprende.

domingo, 17 de agosto de 2008

Inquieto

Desculpe a grande demora Ana, mas eu vim.

A princípio eu gostaria de falar, muito mesmo, para soltar um pouco dessa ''raiva'' dentro de mim, mas preciso admitir que nao estou com nem um pouco de inspiração, as idéias nao estão se juntando.Vou resumir então, um pouco do que estou sentindo, nesta poesia:

''METADES

Não me dôo só metade
Nem sou parte completada
Não posso ser meio amigo
Não se tem um quase amor.
Ou sou tudo ou não sou nada.

Não suporto meios termos
Sou bobo mas não sou burro,
Ingênuo, mas não sou santo,
Pessoa de choro fácil
E riso de canto a canto.

Sou de dentro para fora,
De belo, só minha essência,
De puro, só meu caráter,
Os sonhos que acredito
São reais, não fantasia,
Se não sonho, paciência.

Estou aqui pra viver,
Cair, erguer-me, aprender,
Procurando ser feliz.
Tenho a dádiva do amor
Como uma planta preciosa
Com a textura formosa
Da Rosa que não me quis.

(Do Cordel POEMAS DE UM HOMEM SÓ)

Zé Lacerda''

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sabe de uma coisa?

As cores das ruas têm pedaços de você. A cada dia da minha rotina, uma cena se faz de fotografia pra que eu possa imaginar a expressão de fascínio nos seus olhos. Às vezes eu acho que o sol se põe assim tão bonito só pra me trazer mais um fragmento da sua alma! E que a lua só me encara com essa petulência porque eu pedi a ela pra te levar uns sorrisos meus de vez em quando.
Às vezes fica muito difícil e as minhas dores emburram que só vão sarar quando eu me perder no seu abraço de segurança. Ou então as minhas alegrias resolvem que só tem graça comemorar com os seus brindes e a sua gargalhada de menino. Nesses dias eu enlouqueço. Mas passa. Passa porque eu acordo sentindo que está um dia mais de perto de te ver de novo; acordo sabendo que da próxima vez você vai estar ainda mais lindo do que no mês anterior. E durmo essa noite pensando em como um encontro sempre consegue ser melhor do que todos os outros.E pelos dias da rotina entre datas eu redescubro o quanto amo você.
Meu amigo e companheiro, que não conta os meses mas os instantes...
Meu brasileiro- japonês-italiano-cubano-equatoriano... cidadão do mundo!
Meu homem de verdade, sem "era uma vez" nem cavalo branco,
mas com banho de chuva e abraço de proteção.
Meu professor de Histórias e aluno de Literaturas;
... Meu Dom Quixote, transformador das causas perdidas...
...Revolucionário desse meu ano mais nosso do que meu
Meu...assim, só meu mesmo, por um ou dois instantes de saudade muita.
Depois ele volta a ser dos seus outros camaradas mas continua sendo uma parte de mim.
Nesses nossos caminhos de idéias e sonhos eu aprendi a seguir os seus passos, a caminho do meu coração. "Eu sigo seus passos, o caminho é seu coração"
Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você
(e naqueles momentos em que o ar me falta, teremos mais do que lembranças).
Com admiração e carinho
Com orgulho e com saudade
eu te dou essas palavras e o meu suspiro de agora.
Sabe de uma coisa?
Eu amo você!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Conto?

Com a metáfora atravessada na garganta... E inspirada em um contista de transpirações.

Ele tinha os olhos baixos, admirava a sombra dela ao chão. Era impressionante como até a sombra dela podia ser bonita, mesmo enquanto eles discutiam. Quer dizer, ela discutia... Ele não se arriscava a contestar: isso nunca dava certo mesmo! (ou ela se desmanchava em agonias ou se convertia em golpes de pedra. De qualquer um dos jeitos, ele saía cortado e o problema engordava). Ela desfiava sua lista de indignações, muitas infundadas e injustas. E algumas que o faziam tremer de vergonha e querer pedir desculpas, mas faltava coragem.
"Será que eu sou tão insignificante que você não vai nem olhar pra mim?". Aquilo era muito parecido com um soco, um tapa..algum golpe bem inesperado e dolorido. Insignificante? Mas ela era linda até na sombra que projetava no chão, até no desenho que sua voz fazia quando desferia golpes de vidro. A gente não baixa a cabeça pros insignificantes, só pros cheios de significado! Ia dizer isso? E dizer que ele a amava quase mais do que a si mesmo e que abriria mão da própria alma pra que ela não chorasse mais assim? Não, isso seria dramático demais.
Dizer que ela era linda pareceria lisonja... E as outras verdades? Que ele também tinha sentimentos, alma, dores, coração... Que ele também gostava de significar alguma coisa e levantar a cabeça de vez em quando. E que olhares através podiam ser muito cruéis da parte dela. Ele queria ser olhado por dentro e não através, queria ser amado e escutado como possibilidade e não como guerra. Ela era bonita demais pra se fantasiar de guerreira assim, a todo momento!
É...talvez dissesse isso... Será? Perdera-se nas possibilidades, e lá se ia embora a sombra. Só lhe restava um grito, e talvez isso salvasse ou desmoronasse o tudo:
"Ei, espera! Eu não quero brigar... Fica aqui comigo"

E como chovesse muito, segundo o pedido do menino aos céus, ela ficou lá. E escondeu suas tristezas na reclamação da água gelada. Mas se não conseguiu resistir à proteção do abraço, não foi de frio:
É que ele significava demais.

Ana L.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Time to Play


Welcome to the game!
A linha do meio foi traçada dentro do armário
Um limite tão bem definido que merece ruptura...

Sem número de jogadores....
Talvez não haja mínimo de idade. Mas, curiosamente, estamos entre 15 e 17 anos.
Estamos trocando de fases
trocando abraços, apertos de mãos e despedidas
Testando jogos e trocando palavras. Talvez eu tenha trocado a ordem
Depende da linha do meio!

Que saudade de quando decidiam por mim... Que orgulho disso ser passado!

Com amor, com nostalgia, com expectativa

Em homeganem a muitos alguéns
Com a Alma
Ana L.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Desobediência

Ops...
Depois da meia noite o vigia não controla muito os meus estudos. Mas não vim falar de vestibular hoje, nem de fantasmas.
Vim agradecer a vocês todos que sonham comigo...e aos que sonham sem mim também. Porque é de vocês que eu me lembro a cada vez que se fala na juventude alienada e fútil e no mundo que não tem mais jeito. Enquanto a gente souber acreditar,
ah...o mundo tem tantos jeitos ainda!
"You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one
I hope someday you join us"

Eu não sei grandes coisas sobre esse cara, mas nessa música ele realmente sabia do que estava falando. E eu aceitei o convite
Mais alguém aí quer salvar o mundo?
Let's think different!